[Falando sobre...] A vez em que participei de uma Olimpíada

quarta-feira, 10 de agosto de 2016
Foto: Abano Piscina

Estão acontecendo as Olimpíadas Rio 2016 e, apesar de eu não ser nem um pouco esportista, eu adoro ver os outros competindo, poder torcer e vibrar pelo Brasil. Estou acompanhando bastante pela televisão a Ginástica Artística e Rítmica, Hipismo, Natação, Futebol Feminino, Vôlei, Levantamento de Peso, e vários outros que me der na telha.

Por isso, em clima de olimpíadas, me lembrei de uma que eu participei na minha cidade quando eu tinha 13 anos, e vou contar aqui:

Desde muito novinha, com 4 ou 5 anos, meus pais me colocaram na natação. Eles queriam que eu aprendesse a nadar e soubesse me virar sozinha numa piscina ou na praia, sem medos e sem que eu precisasse deles o tempo inteiro. Além também de que a natação é ótima para desenvolver o corpo; por causa da natação eu cresci bastante e sempre fui uma das alunas mais altas da minha turma na escola. Segundo minha mãe, “corpo de modelo de passarela”, hahahaha.

Eu aprendi a nadar muito bem e adorava nadar, eu era muito rápida e aguentava segurar a respiração durante um tempão debaixo d’água. Minhas duas irmãs mais novas também foram colocadas na natação pelos mesmos motivos, isso também ajudou muito minha irmã do meio a diminuir a rinite alérgica que ela tem. A natação é ótima para quem tem problemas respiratórios.

Com 11 anos fui estudar numa outra escola que tinha piscina, então nem preciso falar que eu adorava as aulas de natação e, modéstia à parte, era a melhor da turma, haha. Mas daí meus pais me tiraram do curso de natação na adolescência, e também as aulas de natação na escola foram se tornando cada vez mais raras até não ter mais para os adolescentes, mas sim só para as crianças até 10 anos. Injustiça e muito triste, eu sei. E foi assim que parei de nadar.

Então, vieram as Olimpíadas de Atenas em 2004, e a minha cidade organizou as Olimpíadas Intercolegiais Guarulhense, que eram olimpíadas mesmo entre as escolas de Guarulhos. E sabendo que eu nadava muito bem e sem perguntar se eu queria participar, meu professor de educação física na época me pediu para eu levar meu RG para ele porque ele iria me inscrever na natação e competir pela minha escola.

Claro que eu queria participar, mas o problema é que eu já tinha 13 anos e fazia um bom tempo que eu não nadava. Eu sabia todos os tipos de nados, nunca me esqueci, mas eu havia perdido completamente a resistência. Já não nadava mais tão rápido quanto antes e não aguentava tanto tempo debaixo d’água. Eu achava que no mínimo meu professor iria me treinar, mas ele não fez isso. Simplesmente me inscreveu e esperava que eu ganhasse sem treino. Isso não existe!

No dia da competição, eu nadei primeiro o de costas, competindo com outras três meninas. Eu estava muito enferrujada, me esforcei e cheguei em primeiro lugar, mas o problema é que na hora da chegada, ao invés de encostar a mão na parede DE COSTAS, eu me virei e encostei DE FRENTE, e isso é errado, são detalhes como esse que eu havia esquecido. Resultado: não valeu e não ganhei a medalha de ouro.

Fui nadar de novo como meu professor me inscreveu, só que dessa vez nadei o estilo crawl, competindo com outras sete meninas. O problema, mais uma vez, é que como eu não havia treinado antes, eu já estava extremamente cansada ainda do primeiro nado, mas mesmo assim me esforcei, arrumei forças não sei de onde, e consegui chegar em terceiro lugar. Só que o que eu não sabia é que eu havia sido DESCLASSIFICADA da competição por causa do erro do primeiro nado e ninguém me avisou, nadei pela segunda vez à toa, e, portanto, não ganhei a medalha de bronze.

Claro que eu queria ter ganhado as minhas medalhas, me esforcei bastante na hora da competição e saí extremamente exausta, mas isso também serviu para aquele meu professor aprender que simplesmente não se joga um atleta para competir sem treiná-lo antes, era responsabilidade dele fazer isso.

Enfim, depois que toda a olimpíada passou, minha escola reuniu todos os alunos no anfiteatro para premiar os alunos que participaram, tendo ganhado medalha ou não, e eu subi ao palco para receber aquela medalhinha simbólica por participação e os aplausos da escola, hahaha. Eu guardo até hoje.

Foi legal competir, apesar de tooodos os pesares. Eu lembro que enquanto eu esperava para nadar, fui conversando e fazendo amizade com algumas meninas de outras escolas que também esperavam pela sua vez, e me senti orgulhosa quando uma delas me disse que estava aliviada porque não iria competir comigo, já que eu nadava muito bem e ela sabia que eu ganharia dela, hehehe.

Valeu muito pela experiência.

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