[Cinema] Mary e Max – Uma Amizade Diferente (2009)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Título original: Mary and Max
Direção: Adam Elliot
Distribuição: Icon Entertainment International
Estreia: 09 de Abril de 2009
Duração: 92 minutos
Classificação: 12 – Não recomendado para menores de 12 anos
Gênero: Animação/Cartas/Comédia/Drama/Stop-motion
País de origem: Austrália
Elenco: Barry Humphries (narrador), Bethany Whitmore (Daisy pequena), Toni Collete (Daisy adulta), Philip Seymour Hoffman (Max), Eric Bana (Damian)
Nota:
Sinopse: Uma história de amizade entre duas pessoas muito diferentes: Mary Dinkle, uma menina gordinha e solitária, de oito anos, que vive nos subúrbios de Melbourne, e Max Horovitz, uma homem de 44 anos, obeso e judeu que vive com Síndrome de Asperger no caos de Nova York. Alcançando 20 anos e 2 continentes, a amizade de Mary e Max sobrevive muito além dos altos e baixos da vida. O filme é uma viagem que explora a amizade, o autismo, o alcoolismo, de onde vêm os bebês, a obesidade, a cleptomania, a diferença sexual, a confiança, diferenças religiosas e muito mais.


O filme vai contar a história de Mary Daisy Dinkle (8 anos) e Max Jerry Horovitz (44 anos). Duas figuras muito diferentes que tem suas próprias dúvidas e seus próprios problemas, mas com uma coisa em comum: são solitários, e por isso acabam encontrando a amizade verdadeira e duradoura um no outro, mesmo que vivam em continentes diferentes.

Mary vive com os pais nos subúrbios de Melbourne, na Austrália, e não tem irmãos ou irmãs.
Seus pais vivem nos próprios mundos amargurados, e por isso são ausentes na vida de Mary, não dando a devida atenção que a garotinha sempre quis.
O pai trabalha numa fábrica de fazer chá e seu serviço é colocar as cordinhas nos saquinhos de chá. Tem como passatempo empalhar pássaros que encontra mortos nas estradas.
A mãe é alcoólatra e basicamente só vive para cozinhar, fumar e beber.

Devido à dúvida de saber de onde veem os bebês, Daisy decide enviar uma carta para alguém aleatório na lista telefônica. Nessa carta ela pergunta sobre essa dúvida que ela tem e também conta um pouco de si mesma. A pessoa sorteada é alguém que vive do outro lado do mundo e se chama Max.


Max mora em Nova York. É obeso, judeu, 44 anos, desempregado, solteiro e portador da Síndrome de Asperger – um autismo sem danos mentais. Primeiro ele fica muito ansioso e assustado com essa nova carta estranha que ele recebe de uma desconhecida de oito anos, mas depois rapidamente se identifica com ela, e os dois começam a se corresponder por cartas intensamente durante 20 anos, apesar de sempre ser um tormento para Max receber e escrever as cartas para Daisy.

Entre as conversas da dupla, são debatidos temas que eles mesmos sentem como solidão, amor, amizade, obesidade, traumas infantis, interação social, as mais variadas manias e assim por diante.
Ao longo dos 20 anos de conversas, algumas coisas mudam. Daisy cresce, entra para a faculdade, escreve um livro, se casa, acaba se decepcionando com muitas coisas e pessoas, supera. Max é internado e fica muito tempo sem enviar e receber cartas, melhora, tenta lidar com suas fobias do mundo e das pessoas, passa por raivas, felicidades, traição e superações.
Mas dentre tantas mudanças nos dois personagens, o que nunca muda é a vontade de continuarem se correspondendo e se reconfortando com isso.




Descobri esse filme por acaso quando estava navegando pela internet. Vi o pôster desse filme e me interessei por ser uma animação stop-motion, coisa que adoro.
Assisti e me emocionei.

Apesar de ser um desenho, ele aborda temas pesados e delicados cheios de humor negro, sarcasmo e melancolia. Não é à toa que não é recomendado para crianças.


A melancolia dá o tom do filme. É praticamente todo narrado, com poucos diálogos. Predominam duas cores: o marrom (sépia) para o mundo de Mary e o cinza (preto e branco) no universo de Max. São tons da solidão e da distância.

Invariavelmente, acabei me identificando um pouco com os personagens, mas principalmente com o Max e sua síndrome de asperger.
Fui buscar saber mais sobre essa síndrome, e parecia que estava descrevendo toda a minha pessoa, todo o meu jeito de ser. Mas falo mais sobre isso num outro post.


Apesar de o filme conter temas pesados, ele é incrivelmente cativante, sensível, brilhante, simples, sincero e emocionante.
Divertido e ao mesmo tempo depressivo, pessimista e otimista. Explorando a fundo a essência humana.
Foi baseado em fatos reais.




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2 comentários:

  1. gostei, vou assistir assim que conseguir ficar de férias o/
    acervo-de-livros.blogspot.com

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  2. Que desenho mais fofo. Ele me lembrou um pouco os filmes do Tim Burton que tem essa fotografia mais escura para representar um momento de melancolia do personagem. Gostei bastante do trailer. Vou procurar onde posso assistir =)

    beijos
    Kel
    www.porumaboaleitura.com.br

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