Alice no País das Maravilhas — Lewis Carroll

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Título original: Alice’s Adventures in Wonderland
Autor: Lewis Carroll
Editora: L&PM
Gênero: Aventura/Fantasia/Literatura Infanto-Juvenil
Ano: 2010
Páginas: 176
ISBN: 9788525409430
Lido em: Janeiro de 2012
Nota:
Sinopse: "Alice's Adventures in Wonderland" (frequentemente abreviado para "Alice in Wonderland") é a obra mais conhecida de Lewis Carroll (1832-1898), sendo considerada obra clássica da literatura inglesa. O livro conta a história de uma menina chamada Alice que cai em uma toca de coelho e vai parar num lugar fantástico povoado por criaturas peculiares e antropomórficas.
O livro faz brincadeiras e enigmas lógicos, o que contribuiu para sua popularidade. Carroll também faz alusões a poemas da era vitoriana e a alguns de seus conhecidos, o que torna a obra mais difícil de ser compreendida por leitores contemporâneos. É uma das obras escritas da literatura inglesa que tiveram mais adaptações na história do cinema, TV e teatro.

Eu conhecia o desenho da Disney de cor e salteado, mas nunca tinha lido o livro até pouco tempo atrás quando um amigo meu adquiriu o exemplar da editora L&PM e me emprestou para ler, sabendo que eu gostava muito.
Um tempo depois eu achei aqui em casa o exemplar da editora Loyola e eu nem sabia que tinha.
Li as duas versões que tem pouquíssimas diferenças.

Foi publicado inicialmente em 1865.

Gostei horrores de ler as brisas da Alice. Ela reflete demais sobre as coisas, viaja demais em assuntos bem simples, um pensamento sempre a levando a outro, fazendo-a refletir sobre diversas questões absurdas, mas que tem um fundo de verdade incontestável.
E não só ela, mas os ensinamentos ingênuos dessa criança também leva o leitor a refletir.

          Talvez seja a pimenta que deixa as pessoas esquentadas, e o vinagre que as deixa azedas... e a camomila que as deixa amargas... e os doces e as balas que deixam as crianças dóceis. Só queria que as pessoas soubessem disso, pois então não seriam tão mesquinhas com os doces...

Há cenas no livro que não existem no filme, assim como também eu descobri que há cenas no filme que não existem no livro. Por isso foi muito bom conhecer tudo isso.
Como por exemplo a cena do bebê-porco que chora, no capítulo “Porco e Pimenta”, que eu nunca teria imaginado.

Todos os outros personagens são maravilhosos, completamente loucos, mas extremamente inteligentes. Cada um da sua maneira. Não é só a Alice que pensa em coisas absurdas, mas verdadeiras. Ela aprende muito com eles.

          Alice: Poderia me dizer para que lado devo ir?
          Gato Risonho: Isso depende muito do lugar aonde quer chegar.
          Alice: Não me importo muito.
          Gato Risonho: Então não importa para que lado vai.
          Alice: ...desde que eu chegue a algum lugar.
          Gato Risonho: Oh, com certeza chegará, desde que ande o tempo suficiente.

Eu amei o livro e o desenho, mas infelizmente detestei a versão do Tim Burton, e olha que normalmente eu amo os filmes dele.
O roteiro não me conquistou e a escolha da atriz para interpretar a Alice foi terrível, não tem nada a ver.
Uma pena.

Mas continuo amando a história escrita por Lewis Carroll, é de uma ingenuidade formidável, não é a toa que essa história continua até hoje sendo tão conhecida e lida para os filhos na hora de dormir.
Mais do que divertir, também pode-se aprender muito com ela.

Paixão — Lauren Kate

terça-feira, 20 de agosto de 2013
Série: Fallen #3

Título original: Passion
Autor: Lauren Kate
Editora: Galera Record (Grupo Editorial Record)
Gênero: Romance/Fantasia/Sobrenatural/Young Adult
Ano: 2011
Páginas: 377
ISBN: 9788501089649
Lido em: Dezembro de 2012
Nota:
Sinopse: Luce morreria por Daniel. E morreu. De novo e de novo. Ao longo do tempo, Luce e Daniel se encontraram somente para serem dolorosamente separados: Luce morta, Daniel deixado machucado e sozinho. Mas talvez não precise ser dessa maneira... Luce está certa que algo – ou alguém – em uma vida passada pode ajudá-la em sua vida presente. Então ela começa a jornada mais importante desta vida... voltando eternidades para presenciar em primeira mão seus romances com Daniel... e finalmente descobrir o segredo para fazer seu amor durar. Cam e a legião de anjos e Exilados estão desesperados para pegar Luce, mas nenhum deles está tão agitado quanto Daniel. Ele vai atrás de Luce através de seus passados em comum, com medo do que pode acontecer se ela reescrever a história. Porque então seu romance corre o risco de acabar... para sempre.

Pelo visto estou sendo toda “do contra”. Enquanto a maioria das pessoas não gostou da série Fallen – e menos ainda do terceiro livro, Paixão – eu por outro lado, amei.

O terceiro livro da série começa exatamente onde o segundo terminou, uma continuação sem qualquer mínima pausa.
Já sabendo o que são aquelas sombras que sempre apareciam apenas para Luce, ela resolve entrar nelas, e assim, inicia uma viagem por algumas de suas vidas passadas.

Vida após vida, cada vez mais antiga, Luce começa a se compreender melhor, e também a entender a maldição que sempre impediu ela e Daniel de ficarem juntos.
Daniel é claro, também se joga nessas sombras e passa o livro inteiro tentando encontrar Luce para trazê-la de volta ao seu tempo, sã e salva.

Em todas as vidas que visitou, Luce conheceu diferentes personalidades de si mesma vivendo o amor com Daniel, mas todas sempre com o mesmo desfecho: ela queimando. E pela primeira vez, pôde testemunhar a dor de Daniel toda vez que isso acontecia, e começou a entender um pouco as atitudes de seu amado e todo o sofrimento durante sua ausência.
Daniel é obrigado sempre a conviver com as lembranças dos bons momentos que passaram juntos, enquanto que Luce esquece de tudo e vive alguns anos numa vida normal, sem preocupações, até conhecê-lo novamente aos dezessete anos.

Dentro das sombras – chamada de Anunciadores – Luce encontra um amigo que se mostra mais do que disposto a acompanhá-la durante toda essa jornada, e também a tirar todas as suas dúvidas. Trata-se de uma pequena gárgula de pedra chamada Bill. Ele age como seu guia.

O que eu mais li nas resenhas em geral foram críticas negativas em relação a esse livro. Muitas pessoas acham que ele é incrivelmente entediante, sem nada novo, ficando sempre na mesma.
De fato ele pode ser assim para quem não gostou mesmo da série, mas como EU adorei, então nem preciso falar que achei Paixão muito, mas muito interessante e explicativo.

Foi bom entendermos um pouco mais não só Daniel, mas também os outros personagens da série: Cam, Gabbe, Ariane, Roland, Miles e Shelby.
E eu adorei o fato da Luce viajar anos após ano, século após século, milênio após milênio, fazendo com que entendêssemos um pouco sobre como se portavam e agiam as pessoas daquelas épocas.


A Série:

Fallen
1. Fallen (2009) – Fallen
2. Torment (2010) – Tormenta
3. Passion (2011) – Paixão
4. Rapture (2012) – Êxtase
Bônus: Fallen in Love (2012) – Apaixonados

Simplesmente Ana — Marina Carvalho

domingo, 18 de agosto de 2013

Título original: Simplesmente Ana
Autor: Marina Carvalho
Editora: Novo Conceito
Gênero: Literatura Brasileira/Romance
Ano: 2013
Páginas: 304
ISBN: 9788581631554
Lido em: Agosto de 2013
Nota:
Sinopse: Imagine que você descobre que seu pai é um rei. Isso mesmo, um rei de verdade em um país no sudeste da Europa. E o rei quer levá-la com ele para assumir seu verdadeiro lugar de herdeira e futura rainha… Foi o que aconteceu com Ana. Pega de surpresa pela informação de sua origem real, Ana agora vai ter que decidir entre ficar no Brasil ou mudar-se para Krósvia e viver em um país distante tendo como companhia somente o pai, os criados e o insuportável Alex. Mudar-se para Krósvia pode ser tentador — deve ser ótimo viver em um lugar como aquele e, quem sabe, vir a tornar-se rainha —, mas ela sabe que não pode contar com o pai o tempo todo, afinal ele é um rei bastante ocupado. E sabe também que Alex, o rapaz que é praticamente seu tutor em Krósvia, não fará nenhuma gentileza para que ela se sinta melhor naquele país estrangeiro. A não ser… A não ser que Alex não seja esta pessoa tão irascível e que príncipes encantados existam. Simplesmente Ana é assim: um livro divertido, capaz de nos fazer sonhar, mas que — ao mesmo tempo — nos lembra das provas que temos que passar para chegar à vida adulta.

Quando eu li a sinopse desse livro, eu achei parecido demais com a série O Diário da Princesa, da Meg Cabot, e já fiquei com um pé atrás. Não porque eu não gosto desse tipo de história de princesas, mas porque achei que parecia uma cópia barata, sem originalidade.
Mesmo assim resolvi dar uma chance e ler. Estou nessa de dar chances para livros nacionais, quem sabe eu não acabava me surpreendendo, igual aconteceu com os livros da Carina Rissi.

Ana é uma jovem de vinte anos que mora em Belo Horizonte, trabalha, faz faculdade, mora com a mãe – nunca conheceu o pai – e leva a sua vida normalmente.
Até o dia em que ela recebe uma mensagem no Facebook de um estranho que diz ser seu pai.
A partir daí sua vida dá uma guinada violenta.

Fica provado que ele é mesmo o seu pai, e não só isso, mas também o rei de um país da Europa chamado Krósvia. Agora ele espera não só que ela vá até aquele país para conhecer, mas também que ela se torne princesa e o mundo inteiro saiba disso.
Ana então embarca para esse novo país onde conhece os empregados do castelo que seu pai mora – e acaba sentindo afinidade por todos eles – conhece também uma tia e primos mais novos que nem sabia que tinha, e principalmente Alex, o filho de seu pai com uma mulher que já havia falecido, ou seja, seu meio-irmão.

Entre a preocupação de ter que lidar com toda aquela pressão de se tornar princesa e dar adeus à sua privacidade, Ana também precisa lidar com questões do coração quando descobre se sentir atraída por Alex, mas o que ela não esperava é que a namorada dele, Laika – “Nome de Cachorro” – está no caminho.

Tudo bem que agora eu estou trabalhando e fazendo faculdade e por isso minhas leituras estão mais lentas, mas demorar duas semanas para ler esse livro pequeno de história simples já é demais.
Minha leitura se arrastou principalmente porque eu não gostei nem um pouco.
Como eu suspeitava, a história é sim uma cópia de O Diário da Princesa. Tudo na vida da Ana é perfeito, não acontece nada demais para colocar um ritmo na história, fiquei realmente entediada.
Sem falar desse fascínio por citar BH e o Brasil O TEMPO INTEIRO na história. Não gosto disso. Não tenho paciência com livros americanos que falam o tempo todo dos EUA, então o mesmo aconteceu com esse que fala toda hora do Brasil.
Tá, já entendi que a personagem é brasileira, não precisa ficar lembrando a cada cinco páginas.

É realmente uma pena que o livro não tenha funcionado pra mim, porque apesar das minhas reservas, eu tinha começado a ler com a mente aberta, aceitando o que poderia vir, disposta a dar uma chance e ser surpreendida.

No Limite da Atração — Katie McGarry

sábado, 10 de agosto de 2013
Trilogia: No Limite da Atração #1

Título original: Pushing the Limits
Autor: Katie McGarry
Editora: Verus (Record)
Gênero: Drama/New Adult
Ano: 2013
Páginas: 364
ISBN: 9788576862161
Lido em: Julho de 2013
Nota:
Sinopse: Ninguém sabe o que aconteceu na noite em que Echo Emerson, uma das garotas mais populares da escola, se transformou em uma “esquisita” cheia de cicatrizes nos braços e alvo preferencial de fofocas. Nem a própria Echo consegue se lembrar de toda a verdade sobre aquela noite terrível. Ela só gostaria que as coisas voltassem ao normal.
Quando Noah Hutchins, o cara lindo e solitário de jaqueta de couro, entra na vida de Echo, com sua atitude durona e sua surpreendente capacidade de compreendê-la, o mundo dela se modifica de maneiras que ela nunca poderia ter imaginado. Supostamente, eles não têm nada em comum. E, com os segredos que ambos escondem, ficar juntos vai se mostrar uma tarefa extremamente complicada.
Ainda assim, é impossível ignorar a atração entre eles. E Echo vai ter de se perguntar até onde é capaz de ir e o que está disposta a arriscar pelo único cara que pode ensiná-la a amar novamente. No limite da atração é um livro sexy e envolvente sobre o amor de duas pessoas que estão perdidas e que juntas tentam desesperadamente se encontrar.

Esse não tinha sido um livro que chamou muito a minha atenção, por mais que eu só lesse comentários positivos em relação a ele. E o que eu faço quando não estou muito animada a ler um livro que recebeu ótimas críticas? Eu vou à livraria e começo a ler, o que me anima muito mais do que ler em forma de PDF. E não é que deu certo?

A história fala de dois adolescentes com problemas séros que estão prestes a terminar a escola e entrar no mundo adulto. No livro podemos ver como os dois lidam com isso conforme a amizade que surgiu entre eles começa a crescer cada vez mais. Temas como adoção, morte, violência e drogas são abordados de forma sutil. A carga emocional é bem alta.

Os capítulos são narrados em primeira pessoa, intercalados entre o Noah e a Echo, de modo que possamos entender os protagonistas muito mais a fundo.

Noah Hutchins é um bom garoto, mas que se perdeu devido a um acontecimento trágico que o fez se tornar revoltado porque ninguém entende a profundidade da sua dor, ganhando assim a fama de bad boy. Também precisa se preocupar em lidar com o sistema que quer lhe negar seus irmãos mais novos que foram tirados de perto dele.
De garota mais popular da escola, Echo Emerson passou a ser a mais estranha depois de ter surgido um dia com terríveis cicatrizes nos braços e sem memória de como aconteceu. Sua mãe problemática é suspeita, mas como não se lembra de nada, Echo poderia ter feito isso com ela mesma. A dúvida do que aconteceu a corrói por dentro.
Por não querer falar do que aconteceu, boatos começam a surgir na escola onde ela estuda, fazendo-a se isolar. Além também de ter que lidar com um pai controlador que agora está casado com sua ex-babá agora grávida, e também sofre pela morte do irmão mais velho.

A sra. Collins é uma presença forte e constante no livro, pois ela auxilia Noah e Echo nas sessões de terapia que eles tem com ela. É através dessa terapia, mesmo que separada, que Noah e Echo se conhecem e começam a amadurecer e melhorar juntos.
Eles passam a confiar um no outro e a desabafar seus problemas, sempre se ajudando e um apoiando o outro.

Apesar de não ser o foco principal, há sim cenas românticas que vão agradar os fãs.
A trilogia é independente, cada livro contará a história de um casal diferente.


  A Trilogia:

Pushing the Limits
1. Pushing the Limits (2012) – No Limite da Atração
2. Dare You To (2013) – ainda sem título em português
3. Crash Into You (2013) – ainda sem título em português
Bônus: Crossing the Line (2013) – ainda sem título em português


Lançamentos: Agosto/2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013


Arqueiro

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(LeYa, Lua de Papel, Quinta Essência, Fantasy)

Companhia das Letras

(Seguinte, Paralela)

DarkSide Books

Harlequin

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