Cinquenta Tons de Cinza — E.L. James

segunda-feira, 20 de maio de 2013
Trilogia: Cinquenta Tons #1

Título original: Fifty Shades of Grey
Autor: E.L. James
Editora: Intrínseca
Gênero: Romance/Hot
Ano: 2012
Páginas: 480
ISBN: 9788580572186
Lido em: Setembro de 2012
Nota:
Sinopse: Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seus próprios termos. Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos...

A resenha de hoje é sobre um livro que TODO MUNDO conhece, ou pelo menos já ouviu falar: Cinquenta Tons de Cinza.

Eu vi esse livro pela primeiríssima vez na Livraria Cultura (lugar que eu costumo frequentar sempre que tenho uma chance e adoro). Eu olhei para aquela capa e pensei que devia se tratar de algum livro que dava dicas sobre moda, sobre cinquenta tipos de cinza que você podia usar, e para reforça essa minha teoria, havia uma gravata cinza na capa. (hahaha)
Na internet eu comecei a ouvir muita gente falando desse livro e me perguntei o que um livro de moda tinha de tão especial para todo mundo estar comentando.
Mais tarde descobri que se tratava de um livro de sexo, e eu fiquei tipo: WTF! O__O
Nossa, eu tinha errado feio na minha teoria. (haha)

Mas o fato é que todo mundo falava horrores sobre esse livro. Tanto que eu resolvi finalmente baixar e ler, e tirar minhas próprias conclusões. Isso foi no final de setembro de 2012.
Uau! Eu nunca tinha lido nada do tipo antes, nenhum livro erótico que seja, e portanto este foi um grande choque para mim. Mas sabe do que mais? Eu gostei!
Foi legal ler uma coisa diferente pra variar. Antes disso, eu só lia livros da Harlequin, casais se apaixonando na época da Inglaterra de 1800. Achava (e continuo achando) muito fofo.
Mas depois que li Cinquenta Tons de Cinza, me gênero mudou, e passei a ler vários livros eróticos parecidos como Toda Sua, Luxúria, Bem Profundo, Algemas de Seda, Falsa Submissão, etc.

Infelizmente surgiu com esses livros, o preconceito de gente que não gosta desse gênero e ficam julgando as pessoas que leem.
É claro que não concordo com isso. Não concordo com nenhum tipo de preconceito literário, como se a sociedade tivesse o direito de julgar pessoas que leem livros que não sejam do seu gosto.

Cinquenta Tons de Cinza foi o livro mais comentado de 2012. Saiu na capa da revista Época, foi tema de postagens em vários blogs e de uma divulgação super elegante nas livrarias com direito a gravatas, máscaras e algemas. O stand da editora Intrínseca investiu pesado na decoração com banners e o primeiro livro da série espalhado por toda parte.

As mulheres são o público alvo dessa série erótica que foi definida por muitos como “pornô para mulheres”. Cenários luxuosos, gostos refinados, diálogos mordazes e muito sexo e BDSM.

Com esse livro não existe meio termo: ou você ama ou você odeia.
Alguns acham muito ruins as descrições das cenas de sexo, que não são nem um pouco empolgantes, apenas repetitivas e chatas, sem nada a ver.
Já outros super se empolgam e acham fascinantes essas cenas que são o foco principal do livro. Não se cansando nunca.
Portanto não dá para você tentar concordar com alguém que teve uma opinião muito diferente da sua sobre qualquer cena.

Christian Grey e Anastasia (Ana) Steele são muito diferentes um do outro, portanto estão sempre se desafiando. Ana é muito reclusa e Christian só está acostumado com mulheres submissas, mas mal sabem eles que é exatamente um do outro que eles precisam. Que são perfeitos para lidarem um com o outro. É o oposto que os fazem crescer como pessoas.
Eles entram nesse relacionamento que vai muito além do que esperavam, assustando-os por não conseguirem mais viver longe um do outro.

O livro termina de forma dolorosa e inesperada, contrariando o que vínhamos lendo ao longo de todo o livro, e é exatamente esse tipo de final que me fez ficar desesperada para ler a continuação da história, pois eu simplesmente não podia aceitar que as coisas ficassem daquele jeito e esperava que isso mudasse de alguma forma no próximo livro.

Nem preciso falar que a leitura é apenas para maiores de 18 anos. E sem dúvida essa série foi a que deu o ponta pé inicial para desabar ao nosso redor a moda de livros eróticos que revelaram autoras como Sylvia Day, Bella Andre, Eve Berlin, e muitas outras.

O livro será transformado em filme, mas até agora não foi lançado mais nenhuma notícia além de que estão escrevendo o roteiro. Claro que estou ansiosa para isso, mas com aquele medo que sempre sinto quando fazem adaptações de qualquer livro que eu gosto, o medo do filme não corresponder minhas expectativas. Já sofri e respirei aliviada muitas vezes com isso.

Logicamente eu respeito muito a opinião de quem não gosta do livro, afinal gosto não se discute, por isso eu só peço o mesmo em troca: não critique quem gosta.
Independente se a história é bem escrita ou não, se tem um enredo original ou clichê, se tem uma trama agitada ou parada. Não importa. O que importa é que cada um tem o direito de expressar a sua opinião sobre o livroe não sobre as pessoas que leem o livro.


 A Trilogia:

Fifty Shades Trilogy
1. Fifty Shades of Grey (2011) – Cinquenta Tons de Cinza
2. Fifty Shades Darker (2011) – Cinquenta Tons Mais Escuros
3. Fifty Shades Freed (2012) – Cinquenta Tons de Liberdade

2 comentários:

  1. Concordo contigo Rê, acho que as pessoas tem que respeitar os gostos e opiniões dos demais, o que seria do verde se todos gostassem de amarelo, mas o problema é que parece que as pessoas estão cada dia mais ignorantes e se esquecem disso por isso só fazem criticar. Eu gostei somente do primeiro livro desta série, os demais achei forçado e acabei preferindo ficar com Twilight mesmo (porque a partir do segundo as semelhanças são ainda mais presentes). Adorei seu cantinho vou tentar acompanhar =D.

    Beijocas

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    1. Uma frase do livro Alice no País das Maravilhas que se encaixa muito bom para essa gente que adora criticar: "Se todo mundo cuidasse da própria vida, o mundo giraria bem mais depressa do que o faz."

      Pois é, é fato inegável que dá pra trocar tranquilamente a Ana pela Bella, e o Christian pelo Edward. haha
      Mas fazer o que, eu adoro! ^^

      E obrigadaa! ^^

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